(...),
Como não ser
poeta?
como não viver para soltar
Os gritos das palavras?
Quebrar-lhes a espinha
dorsal dos segredos,
chegar além dos céus e dos
abismos de chamas do
inferno dos medos e
das incertezas, abrir as
asas, como o timoneiro
da nave louca dos sonhos!!!
Criar, criar e recriar
temporais de palavras novas.
Ser a paz maravilhosa
da luz da loucura,
o pássaro azul da primavera
do amor
no êxtase da vida!
Como não
sonhar,
ser as rosas de fogo da paixão,
a luz faiscante do infinito,
as estrelas da eternidade
ou a música dos desejos
na fogueira da paixão?
Ir e andar e voar,
sem tréguas, com o coração
dos
pássaros...